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Agenda de Exposições e Eventos em Évora
TEATRO
ANIMAIS NOCTURNOS (de Juan Mayorga)
Teatro Garcia de Resende
15 e 16 de Fevereiro, às 21h30
Aproveitando o conhecimento que tem da situação ilegal em que vive o seu vizinho (um imigrante “sem papéis”), um homem exerce sobre este uma relação de dominação. Como faz questão de referir, não lhe pede, contudo, “nada de vergonhoso” - apenas que seja “seu amigo”.Focado nos mecanismos e nos fundamentos desta relação de poder entre dois indivíduos, o texto oferece-nos uma reflexão sobre a forma como as sociedades contemporâneas estabelecem fronteiras entre os seus elementos “legítimos” e “não legítimos”, entre diferentes “níveis” de cidadania.Para além disso, ele mostra-nos como a solidão, o medo e a desconfiança em relação ao “outro” influenciam os nossos comportamentos e estão mais próximos de nós do que gostaríamos de imaginar.Tal como em várias das suas outras peças, Juan Mayorga concilia na sua escrita um humanismo radical e uma enorme sensibilidade com a recusa de qualquer moralismo, numa obra que permite distintos níveis de interpretação e nos confronta com as nossas próprias contradições e incoerências. Mais do que respostas, o autor lança-nos perguntas e desafios. Cabe ao espectador reagir ao que lhe é proposto e decidir se e como pretende tomar partido.
Encenação António Augusto Barros
Interpretação Maria João Robalo, Miguel Lança, Miguel Magalhães, Sofia Lobo
FALAR VERDADE A MENTIR (Almeida Garrett)
Teatro Garcia de Resende
27 de Março
Duarte é um jovem peralvilho, mentiroso compulsivo, apaixonado de Amália e esta dele. Amália é filha do Sr. Brás Ferreira, um comerciante rico, do Porto que vem a Lisboa para casar a menina. Mas se Brás Ferreira apanhar o Duarte (mentiroso compulsivo) numa mentira, lá se vai o casamento de Amália com Duarte. Joaquina criada de Amália, esperta e ladina pretende casar com José Félix, ladino e imaginativo criado do General Lemos. Juntos tratarão de tornar verdade, perante Brás Ferreira, as mentiras que Duarte inventa. Nesta comédia em acto único de dezassete cenas, Almeida Garrett põe a ridículo a sociedade burguesa no Portugal do século XIX.
Encenação: Victor Zambujo
Cenografia e Figurinos: Leonor Serpa Branco
Ambiência musical: Paulo Pires
Interpretação: Álvaro Corte Real, Ana Meira, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa e Rui Nuno