A região – o Alentejo é a mais vasta região portuguesa, ocupando cerca de um terço do território nacional. É uma região com forte vocação agrícola e apresenta uma fraca densidade populacional, que se concentra essencialmente nos espaços urbanos, deixando o campo semeado de “Montes”.

O seu clima continental de sabor mediterrânico marca os períodos de calores intensos, no verão, conferindo um especial valor à arquitectura regional, à gastronomia e aos aromas, assim como à presença e à utilização de água.

A construção e a conclusão da barragem de Alqueva criará, na região, o maior lago artificial da Europa (Alqueva encontra-se a 50 km de Évora). Esta é uma oportunidade controversa para a agricultura do Alentejo, mas uma é uma real oportunidade para o turismo, sector mais dinâmico da região, considerando a riqueza histórica, patrimonial, cultural e gastronómica do Alentejo.

Apesar do apelo da modernidade, o Alentejo soube preservar a sua maior riqueza, aquela que é preservada pelos homens: uma forma de vida autentica!


Évora – a cidade encontra-se na encruzilhada dos principais eixos de comunicação que atravessam o país, mais particularmente os que ligam o sul ao centro, assim como os que ligam o litoral alentejano ao interior e a Espanha.

Goza, por isso, de uma fácil acessibilidade rodoviária, quer para quem vem de Lisboa (pouco mais de 1 hora pela A6), quer para os que venham por Espanha (um pouco menos de uma hora) ou para aqueles que voltam do Sul litoral ou do Alentejo mais distante.

A cidade de Évora foi a capital do mais vasto império que o Mundo jamais conheceu, dos finais do séc. XVI até meados do séc. XVII. Por ter sido sempre uma cidade importante para os romanos, mouros e para a Corte de Portugal, Évora concentra um importante espólio monumental num espaço relativamente pequeno. O Centro Histórico de Évora foi classificado Património da Humanidade pela UNESCO em 1986. Évora pode ser, por diversas razões, vista como sendo um património vivo.